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Marketing Digital de Resultados. Simples.

Sempre que vemos posts de Tendências de Marketing Digital, é comum que eles estejam distantes da realidade brasileira. Fala-se em Bitcoin, Google Cardboard, Dispositivos “vestíveis”, sendo que essas tendências ainda não são factíveis para 95% das empresas.

No entanto, o mercado já traz como crescentes algumas técnicas, ferramentas e padrões que precisam ser avaliados pelas organizações. Por isso, para a lista abaixo, indicamos aquelas tendências que estão entre as fases dos early adopters e do crescimento no ciclo de vida do produto e da tecnologia.

 

1. O amadurecimento do Mobile

Dentre as tendências de marketing digital, a mobilidade é a que está mais consolidada no comportamento das pessoas. Elas estão com as duas mãos ocupadas, de olho em uma pequena tela – às vezes, em duas ao mesmo tempo. Aplicativos estão se tornando vez mais inteligentes e cidadãos, contribuindo para tornar a vida simples e para estimular o engajamento em causas sociais.

Além disso, redes sociais são cada vez mais acessadas via mobile – e deixar de ter um site responsivo significa perder acessos – e vendas! – advindas dos cliques de Facebook, Twitter, LinkedIn, de outras redes e, claro, dos mecanismos de busca.

A ênfase na mobilidade forçou os desenvolvedores a criarem interfaces mais intuitivas, simples e naturais. Também forçou os produtores de conteúdo a serem mais objetivos, visuais e aproveitarem os diversos formatos existentes além do texto.

O anúncio do Papa Bento XVI (2005) e do Papa Francisco I (2013)..

O anúncio do Papa Bento XVI (2005) e do Papa Francisco I (2013) mostra a evolução, em apenas 8 anos, do uso dos dispositivos móveis.

 

2. Economia Colaborativa

Oferecer uma utilidade ao usuário, contribuir com a sociedade e entregar uma facilidade ao dia a dia das pessoas é tendência não só de tecnologia, mas também de comportamento. Está vindo aí uma geração que acredita no conceito de Economia Colaborativa, de dividir bens em vez de acumulá-los.

Assim, vemos o crescimento de iniciativas de coworking, de serviços com o AirBNB ou Uber, de estações automáticas de aluguel de bicicletas, de carona compartilhada. Essa tendência pode ser aplicada em diversas áreas: equipamentos de lazer, casas, eletrodomésticos, uma reserva de um jantar (pago) na residência de alguém.

Como a sua marca consegue ser relevante nesse cenário? Tá aí uma pergunta que vale a pena tentar responder.

 

3. Marketing de Conteúdo

O marketing de conteúdo tem sido um dos grandes destaques desde 2014, e a tendência é crescer ainda mais no Brasil. Uma das principais maneiras para as marcas estabelecerem sua autoridade e ganharem a confiança dos consumidores é a criação de conteúdo que agregue valor, informação e entretenimento ao dia a dia das pessoas.

Para isso, não basta saber escrever. A Google lançou em novembro do ano passado as Search Quality Evaluator Guidelines. São 160 páginas de boas práticas de Conteúdo e SEO, e uma das mais importantes é justamente aquela que diz sobre a necessidade de escritores especialistas. A Google entende que estes profissionais adicionam um nível de autoridade real ao conteúdo, pois são pessoas que possuem experiência naquela área ou assunto que estão explorando.

Para isso, até criaram um acrônimo: o E-A-T (Expertise, Authority, Trustworthiness). Essas três palavras, para o Google, definem exatamente o que é uma página e conteúdo de alta qualidade.

Google - E.A.T.

Porém, isso não significa que é necessário um diploma na área médica para escrever sobre o tratamento de câncer, por exemplo. Mas é importante que o conteúdo seja escrito por alguém que tenha tido uma vivência, como por exemplo ter acompanhado o tratamento da doença de perto, ter tido uma “everyday expertise“. O que a Google quer é que o conteúdo seja detalhado e útil, para ser considerado um “conteúdo expert“.

 

4. Inbound Marketing

É comum que as pessoas confundam o Marketing de Conteúdo com o Inbound Marketing. Eles são intrinsecamente ligados, mas não significa que sejam a mesma coisa. O Inbound Marketing utiliza o Marketing de Conteúdo em conjunto com outras técnicas e ferramentas do Marketing Digital para conseguir leads qualificados e transformá-los em clientes. Assim, o conteúdo é essencial, mas apenas uma peça do quebra-cabeça.

A metodologia Inbound organiza técnicas e ferramentas como Publicidade Online, SEO (Search Engine Optimization), Marketing de Mídias Sociais, E-mail Marketing, Remarketing, Marketing de Conteúdo, Buyer Personas, Jornada de Compra e Automação de Marketing para tornar mais eficiente e produtiva a captação e nutrição de leads. Assim, o Inbound Marketing permite que uma empresa construa progressivamente um relacionamento com seu público-alvo e melhore suas taxas de conversão ao longo de todo o funil de vendas.

Inbound Marketing

5. Remarketing mais eficiente

Em poucas palavras, o remarketing funciona por meio da utilização de cookies do navegador para rastrear os sites que os usuários visitam. Uma vez que saem de um determinado site, os produtos ou serviços vistos pelo usuário podem ser mostrados a ele novamente em anúncios em diferentes websites.

Estratégias mais inteligentes podem ser utilizadas no remarketing, divulgando conteúdo complementar, segmentando seus consumidores, fragmentando anúncios e principalmente criando múltiplas peças e conteúdos que agregam valor e experiência positiva. O remarketing funciona tanto na Rede de Display do Google, quanto nos anúncios do Facebook.

 

6. Publicidade Nativa

Também conhecida como Native Advertising, ou Native Ad, a prática consiste em publicar artigos, posts, fazer inserções de conteúdo, – pagas e identificadas como publicidade – utilizando os formatos nativos de conteúdo de um site ou rede social. Por exemplo, um post patrocinado no Facebook ou um artigo patrocinado em um portal de notícias são classificados como Native Ads. O conteúdo, normalmente, é pensado para ser relevante para o público e ligado de forma sutil aos atributos da marca.

Uma das vantagens da Publicidade Nativa em relação aos outros formatos é o fato de não ser reconhecida por extensões como o AdBlock. Justamente por isso, é preciso cuidado ao utilizar, para que não tenha um tom excessivamente comercial, o que pode gerar insatisfação em vez de valor e relevância.

Um exemplo bem planejado foi da 3M, que possui o portal 3M Inovação, e publicou um artigo sobre o filme Boyhood, que levou 12 anos para ser produzido. O artigo ressalta as inovações do filme, das filmagens e do roteiro, e foi publicado também em blogs como o Hypeness.

A publicidade nativa também pode funcionar com o sistema de CPC, por meio de plataformas como o Taboola ou o Outbrain.

 

7. Mídia Programática

O termo Mídia Programática abrange uma série de tecnologias que automatizam a compra, posicionamento e otimização da publicidade online. Como o processo automatizado elimina alguns fatores que deixavam a negociação tradicional de mídia lenta, como negociação humana e inclusões manuais de anúncios, o que se tem é um retorno sobre o investimento maior e a possibilidade de alcançar a audiência certa nos canais certos e no momento certo.

A principal forma de compra e venda dos espaços se dá por meio de um sistema de leilão em tempo real, em que diversos anunciantes dão seus “lances” em questão de milésimos de segundo para aparecer neste espaço.

 

8. Data Driven Marketing

Cada vez mais, conhecer e compreender o comportamento da audiência por meio de análise de dados é importante para adequar as estratégias e campanhas de Marketing Digital. A publicidade online, por exemplo, necessita de um conhecimento profundo do público-alvo para ser realmente efetiva. A boa notícia é que as informações, muitas vezes, são coletadas gratuitamente por meio da análise das métricas que as próprias ferramentas já disponibilizam.

O desafio é transformar essa grande quantidade de dados em informações integradas e acionáveis. Assim, essas informações podem ser trabalhadas de forma inteligente para ajustar e otimizar as campanhas mesmo enquanto elas são veiculadas.

 

9. Tempo real

As novas gerações são imediatistas, e isso é visível no crescimento do Snapchat e Periscope. As transmissões ao vivo também passam a fazer parte do Facebook, com o formato Live, disponível por enquanto apenas para dispositivos iOS. Inclusive, a rede anunciou no início de março que o algoritmo passará a priorizar o Live em detrimento dos outros vídeos, já que de acordo com eles, as pessoas passam três vezes mais assistindo a vídeos quando estão ao vivo em comparação a vídeos já gravados.

Facebook Live Vídeos

10. Social Ads

Acabou o almoço grátis – se é que algum dia ele já existiu. As redes sociais estão jogando o alcance orgânico no chão, justamente para fazer com que as empresas paguem para que seu conteúdo seja visto.

Além disso, os formatos de anúncios estão evoluindo, inclusive trazendo botões call-to-action: “Comprar”, “Saiba mais”, “Cadastre-se” aparecem mais nas nossas timelines, seja no Facebook, Instagram, Twitter e até mesmo no Pinterest. Por fim, as possibilidades de segmentação de público se expandem, e conhecer a audiência é fundamental para alcançar os melhores resultados.

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